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Criado há pouco mais de dois meses, o blog Observatório Verde agora ganha um domínio próprio. Mas as cores, o papel de parede, os posts e os ótimos comentários foram todos transferidos integralmente, para que quem visita continue se sentindo em casa. O novo endereço é www.observatorioverde.net

O que é o Observatório Verde (OV)?

O OV é um blog feito por jornalistas palmeirenses que fala de Palmeiras, jornalismo e futebol. A partir da tradição dos observatórios de mídia, o objetivo do OV é analisar criticamente o jornalismo futebolístico, dando especial atenção ao tratamento da mídia aos assuntos do Palmeiras. De quebra, pretende também defender as honras e as tradições do alviverde imponente.

Comentando os erros, acertos, equívocos e distorções, o OV quer ajudar o público a entender como funciona o jornalismo, colaborando para o posicionamento crítico e fiscalizador dos leitores. Grande paixão nacional, o futebol é um espelho da sociedade brasileira e sua mídia.

A história do OV ainda é curta mas, em dois meses, já são em média 800 visitantes diários, que comentam, interagem e contribuem para a construção de uma mídia mais justa, precisa e à altura das glórias do campeão do século XX.

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Pessoal, este é o texto que distribuiremos avisando a todos da mudança de endereço. Por favor, ajudem-nos a espalhar a notícia, copiem e enviem.

A partir de hoje este espaço não será mais atualizado. O que foi comentado até agora foi (ou será, no caso dos mais recentes) migrado para o novo espaço e as discussões continuam por lá.

Saudações alviverdes!

www.observatorioverde.net

Este post é sugestão do leitor Klauber Pfiffer Tofanetto:

Caros.. Em matéria do Lance (que li no Canal Palmeiras) falando sobre a calma mantida pelo nosso treinador, eles terminam com esse parágrafo:

“Indicados por Caio Júnior, o Palmeiras contratou quatro atletas do Paraná: Edmílson, Pierre, Cristiano e Gustavo. Este último ainda nem estreou. Todos ainda não convenceram. E a cobrança só aumenta…”

Péra lá! Pierre não convenceu? Acho que poucos discordam que ele tem sido um dos melhores jogadores do Palmeiras, na maioria das partidas! Aliás, ele vem sendo no mínimo o jogador mais regular!

Pois é Klauber. Pelo visto o redator dessa matéria não lê o jornal em que trabalha. Afinal, segundo o acompanhamento que o 3VV andou fazendo das notas que Lance dá para os jogadores da rodada, o Pierre vinha, pelos números do tablóide, mandando tão bem quanto o incensado Josué.

Vale lembrar que, apesar de os cálculos do 3VV referentes ao Pierre irem por enquanto até terceira partida do campeonato, o volante alviverde é sim um dos jogadores mais regulares do elenco.

Certo, o Cristiano realmente ainda não brilhou. E o Edmílson se mostrou inconstante.

Mas como é que o Gustavo pode não ter convencido se ainda nem entrou em campo?

Isso porque nem vou entrar nas insinuações maldosas que essa mesma matéria traz sobre o Caio Júnior (treinador que, segundo o jornalzinho, “demonstra em suas entrevistas que ainda não se acostumou com uma equipe com a expressão de um Palmeiras”).

Tosco. E enviesado, pra dizer o mínimo.

“Imprensinha”, mesmo. Com i minúsculo.

Nada demais

Vi o empate em 1 a 1 contra o Botafogo num bar aqui perto de casa. Tentei conseguir ingressos na quinta-feira, mas após peregrinar sem sucesso com uma mochila cheia de bolachas por três postos de troca, achei que seria o caso de ver o jogo fora do Palestra mesmo.

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Pelo visto, o estádio estava lotado. Nada mal para uma torcida que, segundo a imprensa*, andava meio de mal com o time…

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Caio Júnior foi esperto na formação. O time estava rápido, e certeiro na marcação. Com os laterais mais presos e Pierre segurando a onda junto dos zagueiros, o Botafogo mal pôde armar. Faltou mesmo foi mais poder de fogo no ataque palmeirense — com Florentin isolado, Michael e Valdívia na meia, e William como ponta de lança mas sem muito resultado, a bola rodava um tanto, mas não chegava na área botafoguense com muito perigo.

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O fato de tanto o Palmeiras quanto o Botafogo terem feito seus gols em jogadas de bola parada diz muito sobre o jogo. Paulo Sérgio foi o autor do tento palmeirense aos 35 do primeiro tempo, numa bela cobrança de falta. O Botafogo empatou aos 28 do segundo tempo, num escanteio escorado de voleio por André Lima.

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Agora, para não perder a imprensinha de vista… O jogo pode não ter sido uma maravilha, mas o Botafogo também não chegou a fazer o que queria. Tivesse o Palmeiras mais opções efetivas para o ataque (ah, aquela bola no fim do jogo perdida pelo Cristiano…), e a história poderia bem ter sido outra.

Simples assim.

Sem essa de “Fantasma do Parque Antártica”, por favor.

*Link da Folha de São Paulo, disponível apenas para assinantes.

Comentário de Juca Kfouri publicado hoje, em seu blog, às 14h48:

Desconfiados pelo último insucesso, resta saber se os palmeirenses irão ao Palestra Itália como o jogo merece, oportunidade rara, mesmo com desfalques sérios, de os paulistas acabarem com a invencibilidade e até com a liderança carioca.

O problema é que ontem (7/6), por volta da meia noite, a assessoria de imprensa do Palmeiras já distribuia nota em que informa que todos os ingressos de arquibancada estão esgotados. Ou seja, não “resta saber” nada sobre a ida dos palmeirenses ao Palestra, o estádio estará lotado.

Aparentemente é uma falha pequena, de quem não segue o cotidiano do Palmeiras. Porém, Juca tem acompanhado de perto as bilheterias, já que um de seus assuntos prediletos é o suposto esvaziamento dos estádios. E alguém que procura observar os números do público deve, com certeza, saber que os palmeirenses têm ido fortemente ao seu estádio, mesmo quando o time não apresenta uma campanha brilhante.

O bom público do Palmeiras não rende matéria na imprensinha.

Quem tem deixado o estádio vazio na adversidade é o pessoal da Marginal Sem Número. Mas Juca não deve gostar de desmentir o mito da sua “fiel”, né?

Caio Jr. declarou que tem uma dúvida tática entre Makelele e Willian para o jogo de sábado, contra o Botafogo.

Frase de Neto, após ouvir a declaração, no Jogo Aberto, programa da Bandeirantes

Tem que ver quem trouxe o Makelele, né? Tem umas coisas que são meia (sic) estranha no futebol…

Jornalismo é uma atividade que não se pode exercer sem responsabilidade. Capacidade de investigação, análise, crítica, correlação de fatos, são qualidades que fazem um bom profissional. Mas ter uma razoável certeza do que se fala, ou ter pelo menos indícios para se fazer acusações é condição básica, mínima, para se exercer o ofício.

O comentarista sabe que a opção entre um ou outro jogador definirá que jogo Caio Jr. quer fazer no sábado. Mas quer criar polêmica e reforçar o personagem azedo que criou, e que a cada dia fica mais caricato.

Ou Neto mostra fatos para acusar ou simplesmente cala a boca.

Mais uma prova de que falar da atitude Pinky & Cérebro do time do Jardim Leonor não é teoria da conspiração (saiba o que é agir como Pinky & Cérebro no 3VV).

Humberto Peron, da Folha Online, publicou o artigo “Vou processar o São Paulo“. Fala sobre o assédio do time às crianças, que são convidadas, via suas escolas, a visitar as instalações do Jardim Leonor. Destaco trechos, mas o texto deve ser lido na íntegra.

Tudo começa quando a escola onde ele estuda manda uma carta pedindo sua autorização para que o seu filho possa fazer uma visita ao estádio do Morumbi. No papel está escrito que as inocentes crianças vão conhecer o estádio, os vestiários, entrar no campo e visitar instalações do local.

Isso realmente acontece. Mas, durante a excursão, existe uma grande armação para transformar todas as crianças em são-paulinas. Suponho que o hino do clube seja tocado exaustivamente. Pois, depois dessa visita, os meninos começam a cantar o hino do time a cada instante. Também deve ser falado, a todo instante, nomes dos jogadores do time. De repente, surgem perguntas de nomes como Rogério Ceni, Souza e situações como o tricampeonato Mundial.

O tom do texto é jocoso, então é difícil dizer o quanto retrata uma situação real ou uma brincadeira descalibrada. Mas, se for verdade, há uma malandragem fundamental, que é embutir num inocente passeio uma campanha promocional pouco ética.

Alguns podem não ver mal nenhum nesse time de prática, apenas um marketing agressivo (eles estariam sendo mais “espertos”).

Eu, particularmente, não gosto. Concordo com uma administração profissional, que venda com eficiência produtos baseados no clube e promova fontes de receita para o futebol que estão além do jogo em si.

Mas isso vai além, é invasivo e disruptor, faz mal ao próprio futebol. Torcedor é muito mais do que cliente ou consumidor. É uma história comum, construída coletivamente nas vitórias e nas derrotas, por meio de afinidades familiares ou de amizade. Mesmo que seja para se opor ao pai ou a um amigo.

Jogados na vala da simples publicidade de marcas, os times correm o risco de perder para as campanhas publicitárias mais ricas, vindas do exterior.

Meu time não é Coca-Cola. Nem Piu-Piu.

Nota rápida publicada no Painel FC, da Folha de São Paulo (só para assinantes):

Organizado. A situação palmeirense afirma que Mustafá Contursi nomeou aliados para, rotineiramente, lançarem acusações na imprensa contra a atual diretoria.

O Painel FC é conhecido pela frequência com que publica notas críticas e/ou maldosas sobre a nova administração do Palmeiras. Via de regra, com fontes que parecem vir do éter.

A coluna de notas é editada pelo jornalista Ricardo Perrone.

Iluminado pela esclarecedora nota, o OV agora se debate com a seguinte dúvida: Quer dizer então que antes dessa declaração da “situação palmeirense” o Sr. Perrone simplesmente não sabia quem andava vazando as informações que publicava? Ou é só cinismo mesmo?