Tiozão da Academia – A era Felipão quase acabou com ele, mas o tipo resiste forte principalmente nas numeradas do Palestra Itália. Seu conceito de futebol se prende aos anos 60 e 70, mas o período formador de seu caráter foram os duros 80. Cada passe de Denys, cada cabeceio de Vagner Bacharel, cada arrancada de Carlos Alberto Borges, cada defesa de Martorelli, tornaram mais vivos em sua memória a mítica Academia. O sofrimento daqueles anos fez ainda mais forte a lembrança do passado.
Mas é duro competir com as memórias, ainda mais quando elas são assim tão seletivas. Sempre à procura do novo Ademir da Guia, nenhum talento basta. O Palmeiras de 1996 quase chegou lá. Para ele, Mazinho, Djalminha, Rivaldo, Alex e Valdívia são só um pouquinho mais talentosos que o Tonhão.